06/09/2014

Faz um calor imenso lá fora. Sim, o inverno começa a dizer adeus. Tudo que eu queria, não é mesmo? Não, não agora.Talvez uma xícara de café me deixasse um pouco menos angustiada – uma angustia que eu nem sei por quais motivos passeia por mim. Mas o dia me chama, as pessoas saem na rua, tratando de descongelar seus corações. E falando em descongelar os seus corações ainda não sei bem se o meu ainda bate. Mal o ouço. Ele que já não me pede mais nada, porque cansou de travar batalhas com minha mente. Ele dizia que queria, ela que não. Dividida entre o que eu sentia e o que eu devia fazer muitas vezes, não fiz nada, não decidi nada. E deixei estar. Foi assim que os dias passaram, assim que o inverno passou. E olhem bem, a partir de agora as flores irão brotar e as crianças sairão a brincar na rua. Depois fara um calor que ultrapassara qualquer calor dentro da gente, misturando tudo. Porém eu, o que farei? Não quero primaveras e verões comuns, iguais ao de sempre. Eu quero mudar. Eu quero ouvir meu coração pulsar e quero que ele jamais perca toda essa vivacidade – quero que ele pulse forte, viva, independente das estações.

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