13/07/2014

Gosto de gente inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade, não gosto do morno. Gosto do que me tira o fôlego e almejo o quase impossível. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente me entender. Se não me entender, também, tudo bem. Não precisa gostar de mim se não quiser, as vezes nem eu gosto. Também não ligo se gostar de mim apenas em partes. Mas desejo que me aceite por inteira. Sou bem mandona. Sou complexa, sou mistura, sou mulher com cara de menina... E vice-versa. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar! Sou boba, mas não sou burra. Ingênua, mas não santa. Sou pessoa de riso fácil...e choro também! Choro toda vez que me sinto magoada, e pra mim isso não é fraqueza, é transparência. Faço o que quero, o que algo dentro de mim me fala que é certo. Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica. Por isso, faço a minha sorte e sou fiel ao que sinto. Não nego vontades e não insisto em tê-las. Me recuso a fingir e a falar quando não é preciso. Às vezes não demonstro, às vezes me tranco – mas no final me entrego. Não acho graça em quem não acha graça e acho chato quem não se contradiz. Não sou do tipo de que come na mão de quem brinca com meus sentimentos. Sou do tipo que corta logo o mal pela raiz.. E as vezes é difícil fazer isso, mas muitas das vezes é preciso. Às vezes desejo mal, sou humana e sou quase normal. Não gosto de coisas fáceis, mas as muito difíceis me deixam com preguiça. Não me prendo em beleza e nem em riqueza, não me prendo em status e nem em regras, sou fiel as minhas vontades e os meus princípios. Não gosto de gente que atua. Gosto de quem tem o coração maior que a cabeça, mas sabe pensar. Nunca fui como todos, nunca tive muitos amigos e nunca fui a favorita. Sempre fui a menina impaciente, nervosinha, meio arrogante. Meio com cara de metida. Mas no fundo sou bem diferente. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil e me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. Não sei sentir em doses homeopáticas nem sou boa com frases feitas. Mas no fim, não sou o que falo de mim. Nem o que falam. Eu sou aquilo que eu sou por dentro. Sempre fui daquelas que falam o que pensam sem "papas na língua". Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. E não me arrependo, fiz o que quis, como quis e pra mim foi proveitoso, nem que seja por uma pequena fração de tempo. Não importa onde vamos, como vamos, eu gosto que confiem em mim. Nada em mim para, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E na verdade eu quero tudo, ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Tudo com o que eu me importo, me importa muito. Me suga, me leva, me atrai, me consome. Toda. Por inteiro. Me diga tudo, ou então não me diga nada. Eu não quero promessas. Promessas criam expectativas e expectativas borram maquiagens e comprimem estômagos. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte..

Nenhum comentário:

Postar um comentário