10/06/2014

Existe um mundo que ninguém pode compreender – ninguém além de mim. Outra pessoa só poderá ter alguma noção do que se passa nele com minha autorização. Talvez, se este mundo fosse aberto, todos meus problemas estariam resolvidos. É fácil para as pessoas me julgarem. Difícil é elas me compreenderem. Elas não sabem o que se passa na minha vida, elas apenas imaginam. E então as pessoas se sentem no direito de dizer à mim o que fazer, quando elas nem ao menos sabem o que se passa nesse mundo – esse mundo que é só meu. Os meus segredos, medos, dores, crenças, esperanças, amores... Tudo isso pertence a mim. Mas toda vez que alguém me manda fazer algo, corrói por dentro. Porque aquela pessoa não sabe o que está falando. E eu me encontro no trânsito de chorar ou rir: chorar – porque dói o que a pessoa induz – sorrir – porque é engraçado que esta pessoa pense ser esperta o bastante e esteja sendo idiota.

Então, aí eu quero fugir. E o melhor conselho é ficar calada. Nada do que eu falar vai resolver as coisas. Meus sonhos, amores, minha realidade pertencem a mim. Meus sonhos por mais que sejam longes, distantes, quase inalcançáveis.. Não são impossíveis. Amores: perdidos, tristes, sem luz. Eles me deixaram assim. Mentiram, magoaram, foi quase insuportável. E eu estou aqui, viva, talvez querendo ainda amá-los. Então peço a Deus, para me dar forças. E quando todos os meus medos, dores e fracassos, forem vencidos com minhas conquistas dos sonhos e objetivos, conquistarei a minha liberdade. Ah, a minha liberdade..

Nenhum comentário:

Postar um comentário