14/05/2014

Passei discutíveis longas horas pensando sobre quem eu realmente era. Tantas e tantas vezes nesses meus relativos poucos anos de vida eu tentei me definir. Tentei de todos os jeitos, em todas as fases, analisando todos os humores possíveis. E, bom.. Não consegui. Jamais consegui ter uma definição completa de mim. Aquilo pra dizer: é isso e ponto. Quem eu sou? Sem dúvida alguma essa é uma ótima pergunta, porém mais ótimo que isso seria eu conseguir respondê-la. Eu saberia tantos segredos.. Descobriria todos os porquês das minhas oscilações de humor – que não são poucas –, entenderia minhas rejeições, minhas afeições. Teria total conhecimento de cada sentimento e cada pensamento maluco que me cerca e me deixa confusa por tantas vezes. Ótimo! Tudo tão fácil assim.. Saber os motivos das minhas dúvidas, compreender e aproveitar melhor minhas alegrias. Não existiria nada melhor do que saber exatamente como agir, o que dizer e a hora exata de se calar. Eu poderia ser muito melhor em todos os sentidos, ser mais compreendida ao saber dizer em poucas e objetivas palavras quem eu realmente sou. Porém pra tudo existe o outro lado da moeda. Qual a graça de desvendar todo esse mistério? Entregar tudo assim, de bandeja, pra mim mesma? Deixa.. Me deixa continuar com as minhas imperfeições, confusões e minha mania de ser complicada, de gostar do incomum e principalmente de querer tudo de todos, agora.

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