15/05/2014


Nas minhas incontáveis fases e nos meus inúmeros jeitos – eu me entrego. Se eu quero, eu quero. Se não quero, simplesmente não quero. Não nego vontades e não insisto em tê-las. Me recuso a fingir e a falar quando não é preciso. Às vezes não demonstro, às vezes me tranco – mas no final me entrego. Não gosto de coisas fáceis, mas as muito difíceis me despertam preguiça. Não me prendo em beleza e nem em riqueza, não me prendo em status e nem em regras, eu respeito apenas as minhas vontades e os meus princípios. Um pouco egoísta e muito sonhadora, não gosto de cara feia e sorrir é meu lema. Mas quando a tristeza toma... Eu tento esvaziá-la e às vezes coloco os pés entre as mãos. Se só poderei ter o que posso possuir e não o que quero – eu tomarei por nenhum e com o tempo acharei outra coisa para conquistar. Gosto de jogos, mas confesso que depois de um tempo eles me enjoam. Perdoo fácil e não esquento a cabeça com erros e traições – sei que a vida trata de punir o que deve ser castigado. Me esforço para não guardar mágoas e dificilmente as guardo. Não gosto de pensar em coisas ruins, mas quebro a cabeça para entender a vida, a morte, os sonhos, as pessoas, os caminhos e as matérias. Leio apenas o que eu gosto e até onde eu quero. Assisto apenas aquilo que me interessa e confesso que não consigo me concentrar em frente a TV. Tenho preguiça de acompanhar seriados e novelas, prefiro filmes porque terminam mais rápido. O sabor de uma história para mim está no final, se não tiver um bom desfecho, eu não gosto. E o desfecho mais saboroso são os enigmas.

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