19/02/2014



Talvez eu esteja muito equivocada, mas tudo me parece tão frágil, inconstante, tão sensível, e, resultante disso tudo, tão passageiro. E, sinceramente eu não posso aceitar que isso também se vá com qualquer brisa de primavera que passa por aí. Penso e repenso sobre essas questões. Sobre essa situação na qual me encontro. Seria só eu passando por coisas do gênero? Outra pessoa poderia me servir como consolo. E falando em consolo, serve dizer que tudo é passageiro, independente da intensidade? Serve. Compensa dizer que as ilusões vêm, causam um estrago e se vão. Mas, se eu for pensar, eu perdi muito enquanto as ilusões causavam esse estrago. Sei que o acaso pode também ser culpado disso tudo. Sensibilidade, ilusões, decepções.. Tudo acumula e machuca fortemente. Mas isso não consola e eu não quero mais me lembrar dessas verdades. Mas também não quero a desilusão. Eu apenas quero não doer completamente enquanto a verdade tão bonita que eu conservei e cuidei com tanto carinho se desfaz em tão pouco tempo. Porque só de lembrar eu travo e faço do meu jardim de verdades bonitas, um muro. Um muro bem alto, pra não me prejudicar mais. Entretanto, talvez não existam verdades. Ou talvez não exista maneira para entendê-las. Talvez eu saia desse mundo com um pacote repleto de milhares de verdades doloridas que arderam a vida toda e que jamais se curaram por completo. Terminarei a vida tentando entender as causas? Provavelmente, porque eu só vivo tentando entender tudo. E, sinceramente, nem sei por que eu continuo nessa tentativa tantas vezes frustrada, se eu sei que no final a verdade vai aparecer – e vai doer com mais intensidade ainda – me fazendo sofrer novamente. Mas deixa pra lá, entremeio esse “talvez” que a vida introduz no meu universo de palavras, vou anotando e observando cada dia mais, que os anos passam e a gente cresce com uma visão de mundo que se modifica constantemente.. E nesse tempo a gente passa por boas e ruins. Talvez, novamente talvez, amanhã surja outra boa e a ruim de hoje me trará boas risadas.

Um comentário:

  1. mto bom esse texto, me identifiquei mto com ele !

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